quinta-feira, 29 de março de 2012

VELA ABERTA





VELA ABERTA

Vela aberta. Jangada, barco, nau a navegarem mar a dentro. Jangada. 


Nela pisando ao mesmo tempo que deslizando sou apenas recordações 


e esperanças, além das sensações que percorrem um corpo trêmulo 


diante da infinitude. 




A jangada se afasta mais da costa, mar profundo. 


Sensação de de liberdade total. A visão do infinito azul que mergulha 


no reflexo das águas chega a dar medo quando uma ou outra onda


balança a jangada e também o equilíbrio aparente do corpo e mente. 





O desconhecido aumenta ainda mais seu poder de sedução. É como se 


a morte em alto mar já fosse um mero detalhe. Ao longe conforta nos


o pensamento de dois olhos apaixonados mirando-nos a distância na


 esperança de que nossas trajetórias se cruzem a qualquer momento,


numa calmaria, numa tempestade, numa pequena brisa. . . 





De repente o vento muda a direção da vela aberta e o ponto de chegada, 


se existe,  já é outro, da mesma forma que somos obrigados a mudar a direção 


das nossas vidas almejando viver uns anos a mais nesse imenso mar em




que um dia começamos a navegar. No mar que crescemos e fomos 


destinados a navegar. A vela aberta é a referência enquanto mantemos 


a crença de que esse mar é infinito.(By José Bressanin-29.02.2012)

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