Gratidão, ah essa gratidão!
Amigos, o que é a gratidão? Diríamos que é um sentimento doce, calmo, que acalenta nossos corações diante de ações realizadas por alguém visando o nosso bem.
Como nos sentimos diante de pessoas que recebem tudo de alguém, necessitados seja materialmente, seja emocional ou espiritualmente e não agradecem, como se a recompensa fosse apenas um mérito seu. Nos sentimos com a "bola cheia", até melhora a auto estima, principalmente quando tomamos a ajuda dos outros como referencial do quanto somos "importantes" para que outros venham em nosso auxílio.
Que pobreza de espírito! Como nos tornamos pobres, orgulhosos, vaidosos! E pobres no sentido amplo da palavra. Pois aquele que recebe ajuda, deveria reconhecer, humildemente o recebido e a pessoa de quem o recebe.
Tenhamos em mente que ninguém tem a obrigação de ser servil a outro. Nenhum princípio de ética recomenda isso. Mas por um sentimento universal de humanismo, temos a obrigação de exercer não a servilidade, mas algo mais nobre que é a caridade. A caridade em todos os sentidos, de coração, não como obrigação, ou visando segundos ganhos futuros.
Temos situações em que podemos servir nossos irmãos no mundo de hoje, que estão aí e não vemos porque não queremos ver, ou estamos cegos porque se " se tapa muito o sol com a peneira", como diz a linguagem popular. Exemplo: através da atuação na nossa comunidade, pressionando os poderes constituídos a abrigar quem não tem abrigo, alimentar os famintos que chegam à nossa porta, "alugar" nossos ouvidos para aqueles que necessitam, fortalecer a fés nos outros, porque a fé é sinal de saúde não só espiritual, mas também física, não ter medo de caminhar juntos em certos momentos de fraqueza de outros.
O Cristianismo nos ensina que devemos auxiliar sem olhar a quem. É claro, que nesses tempos devamos ter cautela em algumas situações para nossa própria segurança. Mas procuremos tomar como positiva a oportunidade que nos é dada de poder receber um necessitado à nossa porta pedindo algum tipo de ajuda.
Que não nos sintamos orgulhosos porque fomos procurados, valorizando o nosso ego. Que não predomine aquele sentimento de que se fomos procurados é porque somos "grandes". A ajuda é uma estrada de duas mãos. Á medida que ajudamos, também somos ajudados em crescer na nossa caminhada. E quando formos nós os necessitados, sentiremos na própria pela a dor sentida por aquele que nos procurou e muitas vezes não encontrou ajuda, devidos às nossas desculpas.
Á medida que ajudamos somos também ajudados a crescer e aprender mais na nossa jornada. E se formos nós quem recebeu algum tipo de atenção do outro irmão, não esqueçamos de agradecê-lo a ele e a Deus, a mais sublime forma de gratidão.
Nada mais triste do que a ingratidão, para um coração cujo sentido da vida é ajudar.(by José Bressanin-Abril/2012)

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